28 de junho de 2017
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Sala de Ourivesaria

A edificação de uma igreja e a sua abertura ao culto pressupõe a existência de um conjunto de alfaias litúrgicas necessárias à realização dos diversos ofícios divinos. Desde os primeiros tempos do cristianismo que os objetos usados no culto são feitos de materiais nobres – o ouro, a prata, o marfim, as pedras preciosas. A Deus oferece-se o melhor.
O tesouro da Igreja de Nossa Senhora da Oliveira não escapa a esta regra. Ao longo dos tempos, reis, nobres, clero e povo vão oferecendo a esta Santa de eleição alfaias litúrgicas de elevado valor cultural e estético – cálices, custódias, cruzes, relicários.
Através destas peças podemos aperceber-nos da devoção dos homens e do gosto estético de cada época. Entre as peças mais emblemáticas encontram-se o cálice oferecido por D. Sancho e D. Dulce, em 1187, ao convento de Santa Marinha da Costa e que, alguns séculos passados, deu entrada no tesouro da Colegiada. O visitante pode também deleitar-se com duas peças oferecidas pelo prior da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, o Dr. João das Regras – uma bela cruz e  uma Santa Maria de Guimarães em prata dourada. Esta é a primeira representação trecentista que conhecemos da Virgem vimaranense na qual esta aparece representada de pé e com o Menino sentado no seu braço esquerdo. Alguns séculos passados, devemos à devoção do Cónego Gonçalo Anes, no início do século XVI, a oferta da «cruz grande», em prata, e da «custódia rica». Ambas as peças despertam a admiração de quantos visitam o Museu.
Mas outras peças suscitam a curiosidade dos visitantes como, por exemplo, o cofre relicário mandado fazer, em 1419, pelo Prior Luís Vasques da Cunha e que recentemente foi aberto tendo-se encontrado no seu interior, para além de um conjunto notável de relíquias, uma bula papal ainda com selo, uma cruz de duplo tramo e vários fragmentos de tecido.
O conjunto das peças que integram o Tesouro de Nossa Senhora da Oliveira permite perceber quão importante foi o culto desta Virgem desde a Idade Média até ao século XIX.

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