27 de maio de 2017
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Inaugura dia 12 de Dezembro a exposição “Ourives de Guimarães ao serviço de Deus e dos Homens”. Pela primeira vez se reúne num mesmo espaço um conjunto significativo de pratas com marca de Guimarães, datadas dos séculos XVIII e XIX.
As 97 peças expostas são provenientes de 16 localidades diferentes e foram cedidas por 43 proprietários distintos. A grande maioria das peças não está normalmente acessível ao público, pelo que a exposição constitui uma ocasião única para se poder apreciar a qualidade estética e técnica das pratas antigas de Guimarães.
Esta iniciativa, que visa a identificação, o estudo e a divulgação da ourivesaria antiga de Guimarães, surge na sequência da publicação, em 2007, da obra “Mestres Ourives de Guimarães” e faz parte de um projeto de médio prazo que vem sendo levado a cabo pela Dr.ª Manuela Alcântara, com o apoio do Museu.
Com um projeto de arquitetura museográfica de Filipe Vilas Boas e Marta Mota Prego, que muito a valoriza, e acompanhada por um catálogo esclarecedor, esta exposição constitui uma antecipada prenda de Natal que o Museu de Alberto Sampaio oferece aos vimaranenses e a todos os que se interessam por esta forma de património artístico.
Esta exposição, integrada numa candidatura aprovada no âmbito do Programa Operacional Regional do Norte (ON.2), conta com o co-financiamento do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, estando patente até 2 de Maio de 2010.
Refira-se que para esta exposição o Museu pôde contar com o apoio mecenático do Sr. Eng.º José Manuel Arantes, tendo também recebido apoios pontuais das empresas FNAC e LUSITANIA. A não perder.
Nota importante: Está programada uma visita guiada dedicada à Imprensa no dia 12, Sábado, pelas 10 horas com oferta do catálogo.

PARA SABER MAIS
Esta exposição é constituída por 97 peças de prata executadas em Guimarães nos séculos XVIII e XIX, que pela primeira vez se reúnem num mesmo espaço. Pertencem a igrejas, museus, casas-museu, fundações, misericórdias, famílias, colecionadores e antiquários, e, em condições habituais, encontram-se dispersas geograficamente desde o Alto Trás-os-Montes ao Baixo Alentejo. A maior parte não está normalmente acessível ao público.
Como o título sugere, a exposição compreende duas secções. Na primeira, O Luxo Sagrado, apresentam-se as alfaias de caráter religioso; na segunda, Intimidade e requinte, as pratas de uso doméstico. Por sua vez, cada secção está organizada em vários núcleos, de acordo com a função das peças expostas.
Convidam-se os visitantes a situar mentalmente cada objeto no respetivo ambiente litúrgico ou doméstico e a descobrir a evolução dos gostos e das modas na arte da ourivesaria.

O Luxo Sagrado
Os ourives de Guimarães do ouro e da prata estavam agregados numa única corporação, simultaneamente profissional, religiosa e de assistência mútua, que tinha como patrono Santo Elói.
Executar os cálices, os vasos de sacrário, as custódias e as restantes peças destinadas ao culto divino constituía para os ourives motivo de orgulho. Trabalhavam ao serviço de Deus, escolhendo os metais nobres, cinzelando ou gravando os símbolos sagrados, procurando nos ínfimos pormenores a perfeição técnica. Cada peça que saía das suas mãos constituía um hino de louvor e uma forma de oração.
A Igreja local era a principal compradora das pratas de Guimarães, através da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, dos conventos e das numerosas confrarias. Os ourives feirantes vendiam-nas também de Norte a Sul, no interior do País.

Intimidade e Requinte
As pratas civis executadas em Guimarães eram, sobretudo, peças para serem usadas na vida quotidiana das famílias nobres ou burguesas, como castiçais e outras luminárias, pequenas salvas, talheres e paliteiros. Os conjuntos para escrita (“escrivaninhas” ou “escritórios”) surgiam em casa de clérigos ou de letrados. Já os bules e cafeteiras, os “aparelhos” (serviços) de chá ou de café, as salvas de aparato, os faqueiros completos em estojo, os gomis e as “bacias de água às mãos” ou de “água à barba” eram de produção e de circulação mais restritas, e indicam uma elevada situação social dos seus proprietários.
O retrato de José Freitas do Amaral (1748-1813), senhor da Casa de Sezim, simboliza todos aqueles que encomendaram e usaram as pratas civis expostas. E através do “G”, indicativo do centro de fabrico de Guimarães, e das marcas dos mestres ourives, recorda-se o incansável labor destes artistas, ao serviço de Deus e dos homens.


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