27 de julho de 2017
Utilize as teclas de atalho Alt+2 para navegar para a área de pesquisa do sítio web.
Utilize as teclas de atalho Alt+1 para navegar para a área de conteúdos do sítio web.

Alberto Sampaio: vida

Alberto Sampaio nasce, em Guimarães, no dia 15 de novembro de 1841, na Rua dos Mercadores, hoje Rua da Rainha D. Maria II, bem no centro histórico da cidade que hoje é Património da Humanidade. Dado que vem ao mundo correndo perigo de vida, nesse mesmo dia é batizado na Igreja da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira. A sua infância decorre entre Guimarães, de onde a mãe é natural, e Vila Nova de Famalicão, onde o pai tem uma propriedade, a quinta de Boamense. Faz os estudos primários no colégio de Landim, perto de Famalicão, juntamente com o seu único irmão, José, e os estudos secundários em Braga. Parte para Coimbra, com apenas dezassete anos, e aí se matricula na Faculdade de Direito. Nessa cidade convive com os intelectuais da «Geração de 70», tendo sido contemporâneo de João de Deus, Teófilo Braga, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro e Antero de Quental. Com este último mantém ao longo da vida uma profunda e fraterna amizade. Anos passados, tenta, em Lisboa, a carreira de advocacia, atividade da qual cedo desiste, pois para ela se não sente vocacionado. De novo no Minho, continua a repartir a vida e as atividades entre Guimarães e a quinta de Boamense. Inicia nesta época as suas investigações históricas e agrícolas. Em Guimarães, entre 1874 e 1876, ocupa o lugar de guarda-livros no Banco Comercial. Aqui convive com Martins Sarmento a quem o ligam grandes afinidades culturais e de quem se torna amigo. É um dos fundadores, em 1882, da Sociedade Martins Sarmento, e é na «Revista de Guimarães», órgão dessa Instituição, que publica grande parte dos seus estudos. Empenhado em promover a indústria vimaranense, é ele a «alma» da primeira Exposição Industrial de Guimarães, que se realiza em 1884, sendo o principal autor do respetivo Relatório. Alberto Sampaio é um digno representante da história regional, em cujo domínio se especializou. Atento às realidades históricas da região nortenha, não perde de vista, contudo, a globalidade da história nacional. Preocupa-se com os estudos de economia rural, especialmente com as origens do sistema de propriedade agrícola no Minho, e também com a constituição das comunidades piscatórias do litoral. Nas suas investigações, dá realce às origens remotas das populações e àquilo que permanece imutável através dos séculos. A modernidade do seu pensamento deriva, também, quer de ter escrito «uma história sem personagens», como ele próprio se expressa, quer de ter reconhecido a importância da interdisciplinaridade para o estudo das populações. A sua ligação à terra leva-o a aprofundar os conhecimentos agrícolas e a colaborar, em 1887, com o Ministro da Agricultura, Oliveira Martins, na elaboração e redação de um «Projeto de Lei do Fomento Rural». Morre, em dezembro de 1908, com a idade de 67 anos, na quinta de Boamense.

Lista de Conteúdos

  • Recomende este sítio web

Serviços do Site

Rodapé